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A fundação de
Presidente Prudente está diretamente relacionada à cultura do café, que se tornou a grande riqueza do Brasil por muitos anos. Os altos preços do
mercado internacional trouxeram ao Brasil uma verdadeira febre de plantação, iniciada no Rio de Janeiro, o Sul de Minas Gerais, pelo Vale do Paraíba paulista e Espírito Santo.
Esgotadas as terras do chamado Norte de São Paulo, os cafeicultores desprezaram a região da Capital, pela inadequação do clima, e foram se radicar em Campinas, de onde partiram
para o Oeste paulista. As crises de 1904-1905 e 1920-1921, que trouxeram os primeiros problemas de super produção do nosso século, interromperam apenas momentaneamente a
expansão. No dia 14 de setembro de 1917, Goulart orientou a construção de um rancho na margem do córrego do Veado, lugar onde o precursor José Claro
e alguns peões extraíam madeira para a fabricação de dormentes para a ferrovia. O rancho erguido foi o símbolo da fundação de Prudente, no início, um
lugarejo que recebeu o nome de Veado, o mesmo do córrego que cortava a floresta, mais substituído por Vila Goulart. Em 1917, chegou ao local onde se erguia uma das estações da
Estrada de Ferro Sorocabana, a primeira localizada em suas terras, e mandou demarcar o território de um núcleo urbano, e ao lado o de uma fazenda que pretendia abrir para plantar café.
Nascia, assim, a Vila Goulart, oriunda da venda de lotes aos interessados que chegavam interessados na cultura do café. Além de lavradores, chegavam outros, mais interessados em comprar terras
explorar o comércio. Com a chegada da ferrovia, em 19 de janeiro de 1919, o povoamento foi crescendo, tanto na área rural como na urbana. Os compradores de terras
vendidas por Goulart começaram a aparecer. Logo surgia o povoado e este prosperava rodeado pela floresta. Já em 1918, chegaram para trabalhar nas terras adquiridas, os pioneiros João
Peretti, Otarino Peretti, Claudino Corrêa e Manoel Martins de Oliveira. Foram implantados 25 quarteirões limitados por quatro avenidas, que no futuro seriam as atuais Washington Luiz, Brasil, Manoel
Goulart e Coronel José Soares Marcondes. Assim que adquiriu a área que faria nascer a Vila Marcondes, o Cel José Soares Marcondes contratou um agrimensor para
projetar o núcleo habitacional, composto por 10 ruas, que saiam de onde hoje está construída a Igreja Nossa Senhora da Aparecida, até o prédio onde funcionava as
Indústrias Matarazzo. Dois núcleos assim passaram a existir: Vila Goulart, de Francisco de Paula Goulart e Vila Marcondes, uma de cada lado dos trilhos da via férrea.
Os dois líderes obtiveram, do governo, em 1921, a criação do Distrito Policial e Ulisses Ramos de Castro foi nomeado inspetor de quarteirão. O próximo passo seria criar o distrito
de paz e o município, movimento que ganhou força no dia 14 de outubro de 1921, quando o presidente do Estado, Washington Luiz, visitou a nova cidade, em companhia de vários assessores.
A comitiva foi recebida por grande multidão. A oposição dos chefes políticos de Campos Novos do Paranapanema e Conceição de Monte Alegre, a
cujos territórios a futura cidade de Prudente estava vinculada, foi forte e imediata. Mas a persistência e o poder de persuasão do coronel Goulart tornou o projeto viável, pois ele tinha o
apoio do notável líder político Abelardo Cerqueira César. O Projeto-de-Lei 21/1921 foi sancionado pelo presidente Washington Luiz, tornando-se a Lei 1.798, de 28 de novembro de
1921. Nasciam ali, o distrito e município de Prudente, com área de cerca de 18 mil quilômetros quadrados, o equivalente a 8% da área territorial do Estado. Mais tarde outros
municípios foram criados. O de Santo Anastácio foi criado pela Lei 2.076, de 19 de novembro de 1925, com área de 3.196 quilômetros quadrados. Presidente Venceslau que em 1944,
possuía área de 6.553 quilômetros quadrados, desvinculou-se de Santo Anastácio, de acordo com a Lei 2.133, de 2 de novembro de 1926. Presidente Bernardes originou-se da Lei
6.914, de 26 de janeiro de 1935, com território de 1.333 quilômetros quadrados. Regente Feijó foi emancipado pela Lei 7.626, de 28 de junho de 1935, com área de 1.060
quilômetros quadrados. Martinópolis foi separado de Regente Feijó, por meio da Lei 9.775, de 30 de novembro de 1938. Lucélia adquiriu autonomia pelo Decreto-Lei 14.334, de 20 de
novembro de 1944. Além destas separações, Prudente ficou sem os distritos de Dumontina e Aguapeí do Alto, que passaram a pertencer a Bernardes e Lucélia. Pela Lei 233, de
24 de dezembro de 1948, que alterou o quadro administrativo e judiciário do Estado de São Paulo, o distrito de Pirapozinho desligou-se de Prudente, e o de Alfredo Marcondes, separou-se de
Álvares Machado, transformando-se em territórios autônomos. E, também, Indiana e Adamantina, desmembrados de Regente Feijó e Lucélia, desvinculando-se deste
último município, também os de Flórida Paulista e Oswaldo Cruz. Com todos esses desligamentos, a área territorial de Prudente resumiu-se a 1.370 quilômetros
quadrados. O povoado, criado no dia 14 de setembro de 1917, cresceu de forma surpreendente, e o coronel Francisco de Paula Goulart resolveu batizá-lo de Vila
Goulart, em sua homenagem. Mas, em 1919, deu-se à estação de trem o nome Presidente Prudente, para homenagear o ex-presidente da República, Prudente de Morais, o lugar
recebeu seu batismo definitivo.
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