A Indústria Gráfica Brasileira
A história da indústria gráfica brasileira teve seu início em 1808 quando foi instalada oficialmente a primeira gráfica, no Rio de Janeiro, por D.João VI com o nome de Imprensa Régia. O setor gráfico teve seu início com certo atraso em relação a vários países, inclusive da América Latina.
Após três séculos e meio da invenção da prensa com tipos móveis pelo alemão Johannes Gutenberg é que surgiu a imprensa brasileira. Fomos um dos últimos países do mundo a implantar a tipografia. Este atraso deve-se as condições impostas ao Brasil como colônia e a distância em relação à Europa.
Imprimir a Gazeta do Rio de Janeiro foi umas das principais tarefas da Imprensa Régia, com intuito de combater o então clandestino Correio Brasiliense, que era editado e impresso em Londres por Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça onde se encontrava exilado.
Gráficas
Desde Gutenberg até a edição de A Gazeta no Rio de Janeiro, o avanço do setor gráfico foi muito lento. Este desenvolvimento tecnológico permaneceu fraco durante o século XX no Brasil. De cinqüenta anos até os dias de hoje foi um dos setores que mais se desenvolveram tecnologicamente. O setor passou por transformações importantes com a criação da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica. Através da ampliação da informática no meio gráfico, a tecnologia da informação e os milagres da eletrônica melhoraram em muito a produtividade das gráficas brasileiras.
O setor gráfico possui cerca de 15 mil empresas que empregam aproximadamente 200 mil trabalhadores. As exportações brasileiras de embalagens mostram um crescimento constante ano após ano como também o de papel cartão e cadernos.
Por estes fatores, concluímos que a indústria gráfica brasileira teve grande avanço tecnológico, diminuindo significativamente a defasagem existente com outros países. Com a implantação de diversas editoras produzindo material didático para vários setores da educação, chamados "Sistemas de Ensino", o parque gráfico brasileiro vive um momento favorável. Os "Sistemas de Ensino" produzem conteúdos para a educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, pré- vestibulares e para o ensino profissionalizante. Outras editoras dedicam-se a produção de apostilas para os mais diversos tipos de concursos públicos.
A indústria gráfica representa 1% do PIB brasileiro e 3,4% do PIB industrial. O produto gráfico brasileiro compete em qualidade e preços com os melhores do mundo.
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